Uma das melhores apresentações
do Gloria de Vivaldi que realizamos ao longo da história do Madrigale. Elegante,
madura, num lugar maravilhoso (Catedral da Sé de Mariana – MG) e cheia de
surpresas. No final, quando cantávamos o Aleluia de Haendel, como bis, uma
chuva forte desabou e a luz teve dois piques. A orquestra parou, mas o coro
continuou a cantar, pois não me enxergavam e não sabiam o que fazer. Felizmente
tudo se iluminou e a orquestra conseguiu se localizar na peça. O público achou
que tínhamos ensaiado e nos aplaudiu de pé. Valeu a pena o aperto.
O Coro Madrigale é um dos principais coros de Minas Gerais, Brasil. Aposta num repertório de qualidade com a intenção primeira de emocionar aqueles que o ouvem. Este blog é escrito por cantores e pelo maestro com a intenção de tratar de assuntos relativos ao universo coral (coros, maestros de coro, programações, obras corais, etc.)
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Pe. João de Deus de Castro Lobo - Homenagem (2004)
O Pe. João de Deus de
Castro Lobo (1794/1832) , um dos maiores músicos mineiros, está enterrado na
Igreja de São Francisco, em Mariana (MG). Em 2004, realizamos um concerto em
sua homenagem, em conjunto com a Orquestra Ouro Preto. Foi um concerto cercado
de emoção, já que nem sempre é possível para nós reverenciarmos um músico deste
quilate de maneira apropriada.
Infelizmente não temos
gravação deste concerto, mas, para que aqueles que não conhecem obras do padre
músico, aqui vai uma página, também executada pelo Madrigale e Orquestra Ouro
Preto.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Missa Afro-Brasileira (2004)
Como nosso contato com
Carlos Alberto Pinto Fonseca sempre foi muito próximo, almejávamos fazer a
Missa Afro, escrita por ele em 1971 e sempre cantada pelo Ars Nova, um de
nossos modelos. Resolvemos assumi-la como peça de desafio em 2004. Depois de quase um ano de ensaios, a
apresentação foi marcada para setembro daquele ano, na Fundação de Educação
Artística.
A apresentação seria
regida pelo próprio compositor. Duas semanas antes, porém, Carlos Alberto
passou mal e tive que reger o concerto, o qual não deixou de ser emocionante,
pois contava com a presença, na plateia, do compositor. Só pudemos a Missa Afro
sob a regência do mestre dois meses depois, em novembro. Um momento
inesquecível da
história do Madrigale!!!
![]() |
Carlos Alberto Pinto Fonseca |
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Sete Palavras no Palácio das Artes (2007)
Neste ano, fomos
convidados a realizarmos um cocnerto no Grande Teatro do Palácio das Artes, em
BH. Não tivemos dúvidas, 7 Palavras. Alguns acharam estranho, pois o ideal
seria realizarmos uma peça exuberante, vibrante, mas minha opção foi levarmos
aquela que nos acompanhou durante anos, forjando um coro expressivo, que sempre
ousou quando o assunto era se entregar aos sentimentos mais profundo para que a
obra emocionasse àqueles que nos ouviam. Não erramos. Foi maravilhoso.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Sete Palavras na Cura D'Ars (2001)
A Basílica do Cura D’Ars
foi importantíssima na nossa história, já que nos abrigou durante 6 anos. Fomos
felizes por podermos conviver com uma das pessoas mais cultas e dignas que já
conheci, o Padre Sérgio Palombo. Cantamos as Sete Palavras várias vezes durante
celebrações de Semana Santa, sempre com turmas e formações diferentes. Foram
várias apresentações que cantores sacrificaram seu feriado pelo prazer de
cantar esta bela peça. Atualmente, o Mauro Chantal clama pelas 7 Palavras, já
que há vários anos não a cantamos. Acho que está chegando a hora.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Sete Palavras no Teatro Sesiminas (1999)
As Sete Palavras de
Christus Cruxificatum, de Hostílio Soares, é original para coro a 5 vozes,
solistas e órgão. Como aluno do maestro Oiliam Lanna, realizei a orquestração
da peça para coro e orquestra de cordas. Graças à Orquestra Sesiminas
conseguimos executar esta versão em 1999, no Teatro Sesiminas, em Belo
Horizonte.
Foi um concerto marcado pela emoção do encontro com a irmã do
compositor, D. Eunice Soares, hoje já falecida.
Alguns cantores de nossa cidade nos ajudaram nesta empreitada, já que precisávamos de um coro maior para as dimensões do teatro.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
As Sete Palavras em Visconde do Rio Branco (1999)
Visconde do Rio Branco é a
cidade natal de Hostílio Soares. Estivemos lá em abril de 1999, cantando na
Matriz da cidade (São João Batista) e no Conservatório que recebe o nome de seu
pai, Teodolindo José Soares. Naquela ocasião cantamos, além das Sete Palavras,
a Missa São João Batistia (escrita para ser executada na festa do padroeiro da
cidade e, consequentemente, na Igreja Matriz) e peças para solistas, as quais
interpretamos no Conservatório.
Em 2003, nós lá
retornamos, com uma outra turma de cantores, mas ainda empenhados na divulgação
da obra de Hostílio Soares. Para os cantores, talvez o ponto de maior lembrança
daquela viagem foi o sino da igreja que nos despertou às 6 horas da madrugada,
chamando para a missa que cantaríamos às 7 horas. Numa das fotos abaixo é
possível ver as fisionomias durante a missa. A despeito disso, foi um missa belíssima,
realizada exclusivamente com obras de Hostílio Soares.
De baixo para cima (E/D): Ana Paula Oliveira, Letícia Belém, Gustavo Fonseca, Joana Guimarães, Flávio Reis, Joubert Oliveira, Mauro Chantal;
Caique Cerri, Werner Silveira, Paula Falcao, Kátia Malloy, Tiago Bicalho, Mabel Cristina, Pollyanna Pedrosa, Sergio Anders, Ana Paula Blanc, Wellington Vieira, Fernanda Dias, Lenis Moura, Ricardo Alvares, Eymar Amorim, Arnon Oliveira.
Os sonolentos: (as barbas de Oiliam Lanna), Isaac Kerr, Fernanda Dias, Paula Falcão, Vanda Chantal, Bruno Tavares, Joana Guimarães, Daniela Souza, Alice Árabe, Gal Costa, Marco Paulo Gomes, Caique Cerri, Luciene Ferreira, Gustavo Fonseca, Leo Mendonza, Tiago Bicalho, Fábio Lopes, Daniel Enache, Chris Cotta, Marília Nunes, Indaiara Patrocínio.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Sete Palavras em Acesita (2000)
As Sete Palavras de
Hostílio fazem parte da história do Madrigale de uma maneira muito intensa. Já
foi executada várias vezes e merece um post à parte, somente para a explicação
de sua ligação com o Madrigale.
Em 2000, estivemos em
Acesita, cantando com o Coral Acesita, uma turma especial, a qual,
infelizmente, não canta mais como coro. Nesta apresentação tivemos a presença
importantíssima do mestre Oiliam Lanna, um dos grandes músicos de nossa terra.
Comparando com as fotos
colocadas nos posts anteriores já se observa uma grande modificação nos membros
do Coro Madrigale. Outra época!!!
Turma de 2000
Em cima (E/D): Ricardo
Álvares, Joubert Oliveira, Tiago Bicalho, Gustavo Fonseca, Caique Cerri, Werner
Silveira, Mauro Chantal, Leonardo Mendonza
Embaixo (E/D): Vanda
Chantal, Luciene Ferreira, Kátia Malloy, Paula Falcão, Ana Paula Blanc,
Glauciane Costa, Tininha Lara, Joana D'arc Guimarães, Fernanda Dias
Coro Madrigale e Coral Acesita
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sexta-feira, 14 de setembro de 2012
O Gloria de 1995
O Madrigale se afirmava
como um coro de rápido aprendizado e versatilidade de repertório. Por sugestão
do Magnani montamos o Gloria, de Antonio Vivaldi, uma peça brilhante e que nos
acompanhou por vários anos e diversas apresentações. Nesta ocasião, vale
ressaltar o solo do André Tavares, um grande contratenor, surgido numa época em
que se falava pouco dos mesmos. Foi um belo concerto, realizado na Basílica de
Lourdes, em Belo Horizonte. Tocaram conoscos os músicos da Orquestra Sesiminas.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
O disco de 1995
E quem se lembra do disco
de 1995? Foi uma aventura. A turma estava mais do que coesa, mas o trabalho, eu
diria, foi um quase fiasco. Esperávamos muito mais dele, pois estávamos com um
repertório bacana, bem ensaiado, amaciado em várias apresentações, mas várias
coisas deram errado: cantores ficaram doentes, o técnico de gravação esqueceu
parte do equipamento no Rio de Janeiro e não dava tempo de remarcar, nem de
buscar, falta de experiência com o processo de gravação. Enfim, ficou a
experiência interna do processo, além das belas fotos e da bela arte do disco.
Estas é uma de muitas histórias que aparecerão ao longo deste ano de
aniversário.
A capa do disco (arte de Juliana Palhares)
A turma do disco
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Milton Nascimento
Foi então no dia
10/09/2012 que Milton Nascimento recebeu, da Universidade do Estado de Minas Gerais,
o título de Doutor Honoris Causa. Lá não estava o Madrigale, mas o Coro de
Alunos e o Coro Infanto-Juvenil da Escola de Música da UEMG, brilhantemente
conduzidos pelo Wilsterman Sottani e pela Thais Marques, os quais abrilhantaram
a cerimônia, de maneira muito especial, cantando “Travessia” e “Canção da
América”. As peças foram arranjadas pelo nosso querido Hely Drummond e
executadas pelos coros e pela Orquestra Sinfônica da UEMG.
O que dizer deste momento?
Foi, literalmente, arrepiante. Milton é simplesmente o carisma em pessoa.
Prof. João Canela (Reitor da Unimontes), MILTON NASCIMENTO e Senador Aécio Neves
Coro e Orquestra da UEMG
BRAVO!!!
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Fotos e histórias de 1995
Em 1995 partiticipamos
de um Encontro de Corais em Poços de Caldas. Além disso, começamos uma
trajetória nos Minas Cantat, aqui em Belo Horizonte. Digo trajetória porque foi
um percurso muito interessante, com dois anos maravilhosos e um terceiro
catastrófico que quase ocasionou o fim do Madrigale (história para uma postagem
futura).
Do
Encontro em PC vale lembrar que, lá chegando, tivemos o dissabor de sermos
informados que ficaríamos alojados em um ginásio coberto, com colchões
completamente mofados. Um desespero, já que vários do coro eram alérgicos. Aí
aparece a figura da Kátia Malloy. Saiu pelo centro da cidade e acabou
conseguindo para nós um hotel cinco estrelas, através de uma negociação
espetacular: pagaríamos baratos, mas cantaríamos para os hóspedes. Fácil!!! (O
engraçado é que a organização do evento não gostou de nossa atitude, mas
felizmente ficaram felizes com nossa apresentação).
Cantando "Le chant des Oyseaux" no Encontro
Da esquerda pra direita:
Arnon Oliveira, Marco Paulo Gomes, Joubert Oliveira, Éder Geovani, Ricardo Álvares, Sérgio Oliveira, Felipe Hauck, André Tavares, Gustavo Fonseca;
Juliana Palhares, Luciana Gomes, Letícia Belém, Fernanda Dias, Carol Cuba, Joana D'arc Guimarães, Kátia Malloy, Pollyanna Pedrosa, Sandra Carvalho.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Fotos de 1993
O Madrigale começou sua caminhada no ano de 1993.
Naquele ano nós realizamos um concerto inaugural no Conservatório (Escola de
Música da UFMG). Era, e continua sendo, uma turma especial, pois daquela união
surgiu não só o Coro Madrigale, mas uma filosofia que nos acompanha até hoje.
Última fila (esquerda
para direita): Leonardo Coelho, André Tavares, Marco Paulo Gomes, Arnon
Oliveira, Ricardo Alvares, Daniel Campos, Felipe Hauck, Beto Antonini, Eduardo Fonseca;
Fila
do meio: Tiago Decat, Guilherme Nascimento, Joana D'Arc Guimarães, Fernanda
Dias, Cristina Barbeitos, Luciana Gomes, Sandra Carvalho, Kátia Malloy, Clélia Lobato
Agachadas:
Malu Martins, Juliana C., Celina Massieri, Juliana Palhares.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Madrigale e Coral BDMG cantam juntos no 4 cantos
O projeto 4 Cantos já é
especial por sua iniciativa pioneira e longa (já se vão 19 anos de realização),
mas se torna excepcional para mim quando consigo reunir os dois coros que rejo
em um mesmo palco, executando um repertório montado a partir das peças cantadas
por um e outro. De quebra, a participação do Coral Cariúnas, uma das pérolas de
vozes infantis que por aqui temos, o qual realiza um trabalho de formação
impressionante dentro do Núcleo que tem o mesmo nome. O Cariúnas é regido pela
colega Vivian Assis.
Vale
conferir, pois não será repetido.
Praça
da ALMG
Dia
13/09 - 19h30
Entrada
Franca
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