Nos aproximamos do
Concerto Paixão. O aprendizado com uma obra como esta é infinito, e tendo
começado no último ano damos sequência, buscando novas informações e sonoridades
próprias à construção deste universo sonoro impressionante. Algumas
modificações nos componentes do coro, no corpo de solistas, mas a essência
musical continua a mesma.
E lembrem-se, ou
saibam, que uma Paixão é um Oratório (forma musical). Um Oratório é,
basicamente, uma ópera sem representação teatral. No contexto luterano, no
século XVIII, a ópera era proibida, especialmente em Leipzig. No entanto, era
permitido aos compositores escreverem a música sobre um texto, religioso é claro,
que transmitisse suas emoções, através da combinação sonora, para o público,
para a assembléia. A criação é própria de cada um, incentivada pela música.
Um solista tenor
narra a ação, segundo o Evangelho de João. Além dele, um solista baixo
interpreta Jesus; outro Pedro; outro Pilatos. Os mesmos solistas também cantam
árias de reflexão, comentando, intimamente, passagens do evangelho. O coro tem
dupla função: ou participa da ação, como povo, ou canta hinos, também de
reflexão.
Um espetáculo que
envolve o público do começo ao fim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário