quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Ave Sol, o coro do post de ontem


O Coro Ave Sol foi fundado em 1969 com dois objetivos principais: desenvolver a técnica musical coral contemporânea e ampliar o repertório da música lituana em várias direções. 
Os membros do coro são músicos profissionais treinados,  cuja mestria e habilidades são reconhecidas não só na Lituânia, mas também internacionalmente.

Com o passar do tempo, tem popularizado a tradição coral lituana com um sem número de turnês de concertos e festivais. Já fez concertos por toda a Europa, EUA, Canadá, Brasil, Argentina, Japão, Filipinas, etc., e venceu vários concursos. Além de seu extenso repertório a cappella, Ave Sol pode se vangloriar de suas execuções de várias obras de Vivaldi, Bach, Haendel, Haydn, Mozart, Beethoven, Berlioz e outros.


Tive a oportunidade de ouvir este coro em um concerto no Palácio das Artes, lá pelos idos de 1990. Foi impressionante.


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Ave Maria, de Franz Biebl


No próximo dia 13 de agosto, o Madrigale se apresentará na Catedral da Boa Viagem, às 20h00, com uma seleção de Ave Marias, dentre as quais cantaremos esta bela composição de Franz Biebl.


Nos próximos posts falarei sobre o coro e esse compositor.


quarta-feira, 29 de julho de 2015

Reflexões (2)


Ainda sobre regência, e especificamente sobre regência coral, gostaria de chamar a atenção dos que pretendem se direcionar para esse segmento sobre a importância da regência do canto gregoriano. Nesta, não existem as mesmas regras da regência orquestral, muito menos a precisão do gesto. Mas é ela que nos ensina a observar a fluência e circularidade da palavra.

Enganam-se aqueles que pensam que o gregoriano não tem ritmo, que é livre para ser executado da forma que quiserem. Pelo contrário, é completamente direcionado pela alternância de ritmos binários e ternários, perfeitamente transcritos na bela linguagem da notação neumática e controlado pelas palavras e frases.

Para quem é de ouvir, ouça a bela melodia. Para quem é de reger, pense em como regeria a mesma.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Reflexões (1)

(Repetição de post)

Este vai para os muitos jovens regentes (baseado num bate-papo com um jovem colega-amigo-desanimado-impaciente em outros tempos), repetindo sempre: não desanimem, estudem e, acima de tudo, tenham paciência, paciência, paciência...

Há mais de 30 anos, eu comecei a reger coros. Exatamente da mesma maneira que muitos outros o fazem aqui no Brasil, ou seja, sem conhecimento de técnicas de condução, incentivado por um regente mais velho que, romanticamente, acreditava que eu tinha talento e que, por isso, deveria começar desde cedo a dirigir, a conduzir. Ao longo destes vários anos, muitos cursos foram feitos. Centenas de concertos, realizados. Milhares de ensaios, conduzidos. Uma construção e descontrução da arte do gesto.

A técnica da regência é incerta: a regência orquestral pede uma coisa. A coral, outra. Tenta-se misturar as duas e nem sempre dá certo. Alguns maestros pregam a independência do gesto em função da circularidade das frases, outros acreditam que a prevalência da manutenção do pulso é mais importante. Magnani acreditava que a condução da frase era essencial; Carlos Alberto Pinto Fonseca afirmava o ritmo na virilidade da sua condução, etc. Há como misturar as lógicas? Sim. Vale a pena? Nem sempre. Uma conclusão? É uma arte que demanda estudo e pesquisa do que se faz, tal qual é a arte do teatro de bonecos japonês (Bunraku), que demanda quase a vida inteira para permitir aos artistas movimentarem os bonecos integralmente. Outra conclusão? Não se rege coro como se rege orquestra. Ainda outra? Falta muito para se aprender a reger como meus velhos mestres. (amanhã eu continuo...)

segunda-feira, 27 de julho de 2015

E este Madrigal Renascentista começou assim...


Três alunos de música, colegas na Escola Pró-Arte de São Paulo.
Alunos de Hans Joachin Koellreutter.
O mais velho e mais experiente na linguagem coral veio passar férias em Belo Horizonte.
Os dois mais novos, desta capital, se reuniram com ele para analisar algumas partituras da renascença.
O mais novo dos 3 resolveu convidar alguns colegas do Conservatório para ajudarem no processo de leitura das partituras. Gente nova, mas com experiência em canto e coral.
O encontro deixou todos eufóricos e eles resolveram montar um coro de férias para degustarem a “nova” música.
O pai de um deles, Alberto Pinto Fonseca, resolveu convida-los para se apresentarem em uma festa na Sociedade Mineira de Engenheiros.
Ensaios todos os dias... disciplina total... apresentação para 600 pessoas... sucesso!!!
Depois disso, dois caminhos: a dissolução ou a continuidade. Para nossa felicidade optaram pelo segundo.
Ah!... Os três jovens estudantes: Isaac Karabtchevsky, Carlos Eduardo Prates e Carlos Alberto Pinto Fonseca.

Simples assim...


ISAAC KARABTCHEVSKY

CARLOS EDUARDO PRATES
CARLOS ALBERTO PINTO FONSECA

sexta-feira, 24 de julho de 2015

E quem está regendo aquele coro?

(Repetição de post de 2014)

Poucos sabem que, antes do grande Afrânio Lacerda, o Madrigal foi fundado e regido por Isaac Karabtschevsky. Aliás, saibam que ele começou a carreira de regente à frente de um coro. E que coro!!!

Mas, uma outra figura foi mais importante para o surgimento do conjunto, pois ele conhecia a turma daqui de BH. Além disso, cedeu sua casa para muitos ensaios e seu pai foi o responsável pela primeira apresentação do Madrigal na Sociedade Mineira de Engenheiros, em 02/02/1956. Mas apesar dos cantores da primeira geração dizerem que ele foi o principal responsável pela criação do coral, isto não é citado em nenhuma de suas biografias. De quem eu estou falando?
Vejam as fotos abaixo do Madrigal Renascentista. Numa ele está regendo e na outra está cantando. Colocarei o nome dele no final, mas façam um esforço para reconhecê-lo.







CARLOS ALBERTO PINTO FONSECA


Carlos Alberto Pinto Fonseca