O Coro Madrigale é um dos principais coros de Minas Gerais, Brasil. Aposta num repertório de qualidade com a intenção primeira de emocionar aqueles que o ouvem. Este blog é escrito por cantores e pelo maestro com a intenção de tratar de assuntos relativos ao universo coral (coros, maestros de coro, programações, obras corais, etc.)
E deixemos as crianças se divertirem, pois
o Carnaval é assim. Às vezes, o melhor não é a afinação, o acerto justo do
ritmo, as entradas perfeitas, mas a alegria contagiante que a união de muitos
espalha.
Seria bom se o carnaval fosse assim o tempo
todo: infantil, puro e sem exageros. Só alegria!!!
Como é bom ver a moçada cantando em coro. E
cantando bem o repertório de um dos grandes do samba: Cartola. O Coral é da Universidade Federal de Viçosa (MG).
As peças:
Não quero mais amar a ninguém / O sol
nascerá / Alvorada
O arranjo e regência são de Rogério Moreira
Campos.
E o frevo vem dos dobrados tocados pelas
bandas. Em disputa, duas bandas abriam espaço pelas ruas para chegar primeiro
à praça principal da cidade do Recife. À frente, um pelotão de abre-alas
sui-generis: capoeiras que não se preocupavam em retirar à força aqueles que
atrapalhavam a passagem. A banda, cada vez mais acelerada, fazia com que o povo
pulasse de contentamento e “frevesse” atrás da música. E assim o Frevo se
fez... cada vez mais rápido, o povo pulando cada vez mais e os trios elétricos substituindo
os conjuntos de instrumentos de sopros (pena!!!). Ah, e as antigas navalhas
foram substituídas pelas belas sombrinhas.
Sobre arranjos corais relacionados à música
carnavalesca nada funciona melhor do que os arranjos de marchinhas.
Para quem não sabe: os ranchos eram lugares
ou ruas fechadas para que as moças e moços de família pudessem se divertir. Sob
a vista dos pais, que se mantinham nas varandas das casas observando, o
comportamento dos mais novos deveria ser condizente com a seriedade destas boas
famílias.
A música deveria ser tranquila, permitindo
o desfilar tranquilo e sereno dos moços e moças. O ritmo não deveria ter
excessos de síncopes “devassas”, mas a regularidade que permitisse um desfile
comportado de mancebos e moças. Surge aí a marcha-rancho, ou marchinha.
Quando penso nos muitos cantores que já
levaram seus filhos aos ensaios dos coros, e vendo este vídeo, fico matutando
se uma nova geração de regentes não está prestes a aparecer tendo sido
influenciados pelo som do Madrigale. Tomara...
Desde
2009, o Madrigale tem sua conta no youtube onde são armazenados os nossos filmes.
No entanto, várias pessoas não sabem que existem muitos outros vídeos que foram
armazenados por alguns dos cantores, em sua próprias contas, nos anos
anteriores. Nós os mantivemos lá, pois, do contrário, perderíamos todos os
comentários feitos por pessoas do mundo inteiro ao longo dos últimos anos.
Em
2008, realizamos um concerto de música sacra na Catedral da Boa Viagem. Daquele
concerto, temos algumas das interpretações do Madrigale mais elogiadas. O
Alleluia, de Randall Thompson, é uma delas. Durante a Segunda Guerra Mundial, o
compositor recebeu uma encomenda para que escrevesse um Gloria para um festival
de coros. Considerando não haverem motivos para um Gloria, escreveu este
Alleluia, repleto de uma tensão que reflete, ao extremo, o sentimento humano no
período da guerra.
O
Madrigale sempre cantou o Alleluia, no entanto, este concerto foi especial,
pois estávamos na acústica perfeita para a execução deste tipo de peça. Então
espero que, os que não conhecem, apreciem esta pérola do repertório coral. Além
disso, observem os comentários feitos à nossa interpretação.