Pois hoje é o dia mundial do COMPOSITOR.
E se é possível dar sequência à polêmica de como se chamar um músico, coitado também deste sujeito que resolveu um dia ser um
profissional da arte de criar. Coitado porque, além de ter a obrigação de ser a
mãe de um sem número de filhos sem pai, terá que competir na preferência do
público com aqueles muitos, do nosso tempo, que se dizem COMPOSITORES.
Como explicar aos leigos (sem caráter
ofensivo) que 99% do que se faz hoje já foi desenvolvido por muitos outros
autores há 200, 300 anos? Como explicar que a palavra cantada do nosso tempo
faz com que músicas simplórias, pobres, inofensivas, vulgares, chulas, sejam
tidas como grandes sucessos simplesmente porque o texto É MUITO BOM, mas que
não fariam sucesso se fosse publicado (o texto) simplesmente? Claro, as pessoas
não querem LER. Também não querem ouvir, pois se não tiverem o vídeo ensinando
a coreografia ou mostrando o cantor em um lindo show ao vivo, acústico, o
sucesso também não é garantido.
Claro que também não faço apologia aos
compositores de escola que insistem em produzir uma NOVA MÚSICA, a qual não nos
transmite nada, intocável, com quiálteras mil e mudanças de compassos
virtuosísticas, significantes para o ego de um criador que se considera um
deus, mas se esquece de que Deus tudo criou à sua imagem. E Deus é belo, pois a
criação dele é... (me ajudem aí com os adjetivos).
Mas faço aqui a minha homenagem aos muitos
que nos trazem filhos novos sempre. Desde os muitos bons até os não tão bons,
pois a essência da criação é o que movimenta o mundo. Que cada um ouça o seu
compositor preferido. Eu, de cá, me contento com estes três, mas pensando em
mil outros.
Bach
Tom Jobim / Chico Buarque
Chico Buarque
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