quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O carinhoso Hely Drummond


Tenho descoberto algumas partituras de um certo José Ferreira, no acervo da Rádio Inconfidência, o qual está lotado na Escola de Música da UEMG. Esta é uma história para o futuro, mas, no presente, cabe observar que Ferreira é, nada mais, nada menos, que o pai de Hely Drummond. Uma história familiar de músicos, já que sua mãe também era musicista.

Desde muito novo, Hely tem sido um músico atuante, tocando piano, flauta e violino. Foi músico e regente da orquestra da Rádio Inconfidência. Tocou com um sem número de músicos ao longo de sua vida, seja como músico erudito, em orquestras, seja como músico da noite, em conjuntos.

Como é comum em nossa terra (Ó, Minas Gerais!!! Ai, Minas Gerais), o tempo passa, estes músicos se aposentam dos serviços oficiais e são esquecidos pelas novas gerações, que se consideram “melhores” músicos.

Sorte nossa, que encontramos pelo caminho, fortuitamente, este sujeito, do qual eu ainda pretendo falar um tanto, meio forçosamente, pois sei que ele, quando souber que eu estou falando dele para os outros, vai me olhar meio torto. Mas não faz mal. Eu já sou fã e se conseguir mais alguns, estou feliz!!!

Vejam Hely Drummond tocando uma das nossa preferidas:


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O triste ocaso da Música Colonial Mineira (ainda)


Escrevi este pequeno texto em 16/08/2010. Nestes dois anos e meio, quase nada mudou.

“Estive neste fim de semana em Aiuruoca, sul de Minas, onde fiz uma bela apresentação com o Coral BDMG, cantando música do Colonial Mineiro. Isto fez parte do projeto Coral BDMG na Estrada Real.

Aiuruoca é uma pequena cidade, no melhor estilo interior de Minas, com uma bela praça e uma igreja linda, possuidora de uma das melhores acústicas que eu já vi (quantas belas surpresas de acústica há pelo nosso interior a fora). Além disso, vive às voltas com um acervo de partituras que segue uma rotina mineira, ou seja, pertence a uma banda centenária, a qual não permite maiores acessos ao mesmo.

Mas, hoje não me iludo muito com esta questão de acesso aos acervos, pois não se tem feito muito pela difusão dos mesmos. Tirando os primeiros anos do milênio, onde todos os coros viveram uma febre de execução daquelas obras, motivados pelo belo trabalho realizado pelo Museu da Música de Mariana, hoje, o que vemos, é o completo esquecimento por parte dos músicos e, sobretudo, corais.

Alguns dizem que não é música boa o suficiente, outros que o público não gosta e outros que sua execução é cara, já que sempre há a necessidade de uma orquestra. Será? No primeiro caso, já vi o caso de colegas que se apaixonaram por Lobo de Mesquita, depois de terem considerado, por muito tempo, que ele era comum. No segundo, difícil, pois se não há execução, como culpar o público por não gostar? E no terceiro, podemos executar Mozart com reduções para piano, mas não os compositores mineiros.

Preconceito? Purismo? Desconhecimento? Falta de dinheiro? Ou seria a máxima de que “Santo de casa não faz milagre”? O fato é que cada vez menos executamos a música das Minas Gerais dos séculos XVIII e XIX. Pena.”

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Quando a globalização não respeita os sotaques (acentos)


Algum dos colegas regentes e coralistas já teve o desprazer de ser criticado pela sua pronúncia “engraçada” ao cantar uma peça em inglês, francês, alemão ou qualquer outra língua? E quando a crítica vem de alguém do seu país, falador da sua própria língua e que conhece bem a outra língua em questão?

Pois é. Em tempos de globalização e youtube, qualquer pessoa pode criticar, exigindo uma perfeição quando compara aquilo que outros fazem, com aquilo que ouviu em um belo disco de um belo coro de um outro país. Mas, o mais interessante é quando, na mesma lista de comentários, alguém, nativo de outro país, diz que sua pronúncia é mais clara do que alguns coros daquele país. Entendamos o nosso tempo!!!

Me permitam mostrar dois coros, do outro lado do mundo, cantando em português. Devo eu criticá-los? Confesso que a coreografia do terceiro me incomoda um pouco, mas, ainda assim, gostaria de assisti-los ao vivo.




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Otacílio Barreto - Maestro


No dia 06 de fevereiro de 2000, perdíamos o maestro Otacílio Barreto, um colega e amigo da Escola de Música da UFMG. Foi uma perda lamentável, pois ele estava no início de uma promissora carreira como regente, tendo sido brutalmente assassinado. Conseguiu à frente do Coral Usiminas realizar um trabalho impressionante de qualidade coral, se tornando rapidamente uma referência não só na nossa capital, mas em outras cidades do Brasil e no exterior.

O triste é que, passados 13 anos, somente nós, os que o conhecemos bem, nos lembramos dele. Não vejo menções na internet e com dificuldade consegui imagens, além de vídeos com uma qualidade de som que não fazem jus ao lindo trabalho realizado por ele. Mesmo assim, aqui fica registrada a lembrança do Madrigale deste grande maestro de uma outra época.




terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Encabulada (vídeo Madrigale 2010)


Encabulada, de Antonio Carlos e Jocafi. Aqui o arranjo é de Hely Drummond, feito para as meninas do Madrigale.

Ah, sim, para quem não sabe quem são este compositores, aqui vão alguns informações:
Dupla de compositores baianos, Antônio Carlos Marques Pinto era guitarrista da orquestra do maestro Carlos Lacerda e Jocafi (José Carlos Figueiredo), que chegou a estudar Direito, tinha algum prestígio na Bahia como compositor quando se conheceram, em 1968. Tiveram diversas músicas interpretadas por Maria Creuza, que mais tarde casou-se com Antônio Carlos. Na década de 70 trocaram a Bahia pelo Rio de Janeiro e gravaram alguns sucessos pela RCA, como "Você Abusou" e "Toró de Lágrimas". Participaram de festivais no Brasil e no exterior, tiveram composições inseridas em trilhas sonoras de novelas e minisséries e continuam se apresentando e gravando.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Postagem de vídeo no youtube (Lacrimosa)


Iniciamos a semana postando uma parte do Requiem de Mozart cantado no último ano. Esperamos que gostem.Iniciamos a semana postando uma parte do Requiem de Mozart cantado no último ano. Esperamos que gostem.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Houghton College Choir


Por 80 anos, o Houghton College Choir tem o compromisso de realizar performances enraizadas na tradição de música sacra a cappella. Liderados pelo jovem maestro Dr. Brandon Johnson, o Choir College já se apresentou em salas de concerto de renome e igrejas nos Estados Unidos e no exterior.

Amplamente aclamado por sua arte e sensibilidade, o Houghton College Choir defende a tradição coral de suas origens, de forma flexível abraçando a diversidade de estilos. O coro tem o prazer de trabalhar a música sacra coral, seja ela uma missa da renascença, um moteto barroco, ou um negro spiritual. Desde a sua criação em 1931, o Houghton Choir College tem se apresentado por todos os Estados Unidos e Europa.