Vários, em Belo Horizonte, já me ouviram
contar esta história, mas aqui vai novamente:
Em 1995, eu fazia o meu curso de regência,
na Escola de Música da UFMG, sendo aluno da classe de instrumentação e
orquestração do prof. Oiliam Lanna. No dia da distribuição de obras para o
semestre, quis o destino que eu me atrasasse e, ao entrar na sala de aula, me
deparei com o mestre com uma partitura nas mãos tentando convencer um dos
colegas a aceitá-la. Não deu outra, olhou para mim e disse: “Você trabalha com
coros. Está na medida certa. É sua.” A peça? As 7 Palavras.
Naquela ocasião, o Coro Estável da Escola,
sob a regência da Maestrina Eliane Fajioli, preparava a peça e precisavam de
uma orquestração para um concerto de semestre. Meu trabalho seria orquestrar
uma das peças, mas o que aconteceu foi que eu me apaixonei de tal forma pela
obra que elaborei um trabalho sobre todas as peças para orquestra de cordas.
E lá se vão 18 anos de convivência com as
Palavras do Hostílio. Muitas execuções e não consigo dizer qual foi a melhor, e
com que formação do Madrigale. Todas foram, e continuam sendo, muito intensas.
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