Em 1733, Bach era diretor musical em
Leipzig. Naquele ano, o Eleitor Friedrich August I da Saxônia, que é uma região
da Alemanha que inclui Leipzig, morreu. O novo eleitor, Friedrich August II
iria tomar seu lugar em Dresden. Aproveitando esta oportunidade para obter os
favores da nova corte e esperando garantir o título de compositor da corte,
Bach presenteou o novo eleitor, que era católico, com uma nova composição, uma
partitura da Missa, contendo um Kyrie e Gloria. Esta missa foi executada em
1733 em Dresden; entretanto, não se sabe se ela foi executada em Leipzig na
mesma época. Em 1736, Bach finalmente garantiu o título de “Hofkomponist”
(compositor da corte) da corte de Dresden. Bach iria usar mais tarde esta Missa
com a primeira seção de sua Missa em si menor.
A partir do Laudamus te (parte do
Gloria) Bach pensa em alguma seções com instrumento solista e voz. Neste caso,
a combinação é entre violino e voz de soprano. A tonalidade escolhida, lá
maior, é para Bach a tradução de uma emoção que não pode ser relacionada a um
divertimento, algo próprio para a parte do texto do Gloria que quer dizer: Nós
vos louvamos, adoramos, glorificamos e bendizemos.
No vídeo que encontrei uma boa
oportunidade para ouvirem Gundula Janowitz, uma das maiores cantores austríacas
do século XX, preferida por Karl Richter e Herbert von Karajan. Um pouco fora
da maneira atual de se cantar Bach, mas uma preciosidade.
5. Laudamus
Nenhum comentário:
Postar um comentário