segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Virtual Choir 3 (Water Night)


E em 2012, Whitacre reúne mais de 3000 vídeos, de mais de 70 países, produzindo “Water Night”. Aguardem, pois Virtual 4 já arrecadou os fundos necessários para sua criação. Em breve. Mas, por enquanto, apreciem esta maravilhosa obra:


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Virtual Choir 2.0 (Sleep)


Virtual Choir 2.0
Após o sucesso da publicação virtual de “Lux aurunque”, em 2010 Eric Whitacre partiu para um novo desafio, aumentando o número de cantores envolvidos. Surgiu, então “Sleep”, com mais de 1500 cantores, de 58 países.
Apreciem:


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Virtual Choir


A moda dos coros virtuais já pegou. Basta acessar o youtube e assistir a uma grande quantidade de montagens feitas por pessoas de várias idades e nacionalidades. Mas, a produção séria começou com Eric Whitacre, compositor americano nascido em 1970 e que tem sido um dos principais referenciais na nova música coral. Aqui é possível assistir Lux Aurumque, uma experiência realizada em 2009, a qual envolveu 185 vozes de 12 países.

A ideia é fantástica. O compositor envia um vídeo, aos que se inscreverem, no qual está regendo a peça (além da partitura, é claro). Cada um grava a sua parte vocal e reenvia ao compositor. É feita então uma masterização de todos os vídeos enviados, surgindo, desta forma, o Coro Virtual. Fantástico!!!

Para quem ainda não assistiu um coro virtual, aqui vai:


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Sobre o livro de Magnani (2)


Escrito em um período em que o maestro gozava de uma consciência musical muito além da compreensão da maioria, este livro tem como objetivo atender a dois mundos muito específicos; é um livro escrito para os homens de cultura, capazes de entender os primeiros capítulos, nos quais Magnani discorre sobre Estética Musical e, o que mais importante para ele neste livro, a Fruição Musical; e é também escrito para os estudantes, tão necessitados de informações proporcionadas por um humanista que viveu a música intensamente durante 80 anos. Em suma, um “manual” formativo.

Entendia ele, que a Fruição Musical raramente é acompanhada de uma verdadeira tomada de consciência cultural, e que um dos empecilhos era a diversificação da literatura especializada, a qual se direcionava (e continua ainda hoje) a uma linguagem literária de elevada inspiração, mas propositalmente afastada do concreto sonoro. Reflexo disto é que, a cada dia se produzem mais e melhores músicos no aspecto técnico, mas com, cada vez menos, um conhecimento cultural muito aquém deste desenvolvimento (esta já era uma das reclamações de Magnani na década de 1990).

Neste sentido, este livro foi montado como um direcionador de estudos para a formação de um músico na acepção do termo, como era entendido pelo maestro, o qual fazia uma distinção clara entre instrumentista e músico. Tanto proporciona uma visão geral de estética, história, orquestração e estilística comparada da música, quanto orienta na busca das informações necessárias para um aprofundamento em cada um destes pontos.
Finalizando: o que dizer de um livro que, há anos, proporciona, a cada nova leitura, um direcionamento claro e preciso, mas sempre novo, para o conhecimento do universo musical?
Viva Magnani!!!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Sobre o livro de Magnani (1)


Músicos, ao contrário do que uma boa parte das pessoas acredita, também lêem. Pelo menos, aqueles que, como eu, tiveram a sorte de conviverem com mestres antigos. No meu caso, o contato com o Maestro Sérgio Magnani, grande italiano mais mineiro do que muitos que aqui vivem, foi fundamental para uma paixão pela leitura que extrapola, e muito, o universo da partitura musical.
Dizia ele que o contato com os mestres da filosofia era imprescindível para o entendimento necessário a qualquer maestro no que tange à arte da condução de grupos, mas, ditava uma norma interessante que demanda tempo e paciência a qualquer um, o que, é claro, não vem de encontro às formações em alta velocidade dos tempos modernos. Mas, ensinava ele que, antes de ler os filósofos, é necessário passar por duas etapas de leitura: a primeira, a leitura do máximo que se conseguir dos mestres de sua língua; a segunda, a leitura do máximo que se conseguir dos mestres universais; e, aí sim, entrar em contato com os clássicos (como ele chamava os mestre da filosofia).

Anos foram necessários para que o entendimento de que boa parte da música sacra de vários compositores, da renascença até o romantismo, se baseava intrinsecamente na Divina Comédia de Alighieri, para que a lembrança de Magnani viesse como uma lágrima que traz, de dentro do coração, a lembrança do precioso presente de um mestre, o qual nem sempre foi tão valorizado e compreendido quanto deveria.

Mas, mesmo depois de vários Machados e Azevedos, (sendo O Cortiço o livro de cabeceira) e de Dantes e Shakespeares, cabe citar um que, específico da música, constitui livro que mudou a minha maneira de pensar a música interpretativamente, por se tratar do livro deixado por ele próprio: Expressão e Comunicação na Linguagem da Música. E sobre este, eu falo um pouco no post de amanhã.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Ave Maria, de Bruckner


Dizem que Anton Bruckner (1824-1896 )foi um dos compositores mais feios da história da música, mas que sua “feiúra” foi de longe compensada com um coração imenso e uma capacidade de criação musical acima do comum. Compositor e grande organista, deixou um legado de obras corais belíssimo e exuberante, repletos de exemplos de sua capacidade de inventividade harmônica.

Talvez uma das mais conhecidas obras deste compositor seja o exuberante Te Deum, escrito para coro, solistas, orquestra e órgão. A sonoridade desta peça é indescritível, sobretudo se sua execução acontece em salas de concerto com boa acústica, as quais ampliam os harmônicos dos conjuntos instrumentais proporcionando uma sonoridade celestial.

A Ave Maria é uma das peças mais conhecidas deste compositor, o qual se preocupava muito em desenvolver um repertório sacro coral, nos quais ele se exercitava harmonicamente, inventando um sem número de combinações sem se perder nas modulações que já conduziam para o atonalismo.