quinta-feira, 15 de maio de 2014

O regente da peça de ontem (Ko Matsushita)


Muito se questiona, atualmente, sobre a linguagem mais tonal adotada por um grande número de compositores contemporâneos. Alguns acham que é um retrocesso, outros que é a retomada de um caminho perdido. São discussões que, na minha opinião, se tornam infrutíferas quando consideramos que peças corais de extrema beleza são construídas ainda utilizando a linguagem baseada no sistema tonal. E o mesmo acontece com vários compositores que utilizam linguagens diferentes.

Observei em comentários referentes ao Cantate Domino, postado ontem, que vários pessoas utilizam os adjetivos referentes à “beleza” da construção de Ko Matsushita. Buscando informações sobre ele, observei que o compositor, além de conceituado regente de coros, é muito conhecido fora do Brasil pela quantidade de obras bem construídas e que, por isso, são executadas por vários corais do mundo. Então, está na hora de conhecermos mais sobre este compositor:

Ko Matsushita é um regente e compositor japonês. Dono de uma formação séria na arte de conduzir corais tem composto e arranjado peças corais que são realizadas não só no Japão, mas em todo o mundo. Atua como regente residente e diretor artístico de 10 coros japoneses que realizam performances tanto no Japão quanto no exterior. Recentemente, um de seu coros, o Coro de Câmara "Vox Gaudiosa" ganhou o grande prêmio do Concorso Internazionale Polifónico Guido d' Arezzo 2011", na Itália.

Em 2005 , Ko Matsushita tornou-se o primeiro asiático a receber o Prêmio Edler Robert de Música Coral. Este prêmio é concedido ao melhor maestro, compositor, ou coro por seus esforços extraordinários ao longo do ano em todo o mundo. Suas obras são realizadas por um grande número de corais de todo o mundo.


Ko Matsushita regendo:


quarta-feira, 14 de maio de 2014

O retorno

      
Aqui estamos de volta, trazendo as novidades do Madrigale e do mundo coral. Peço (eu, Arnon) desculpas pelas ausência, mas um doutorado é capaz de nos tirar do ar, completamente.

Precisava de um pontapé para o retorno, e ele veio com um vídeo enviado pelo maestro e amigo Hely Drummond. Ouçam este lindo Cantate Domino, de Ko Matsushita. Degustem e me aguardem, amanhã, quando falarei sobre esta obra, com uma sequência de posts sobre o compositor, o regente e a regência coral.

Até!!!


segunda-feira, 31 de março de 2014

Fotos do HelyElas no Conservatório


Foi uma noite linda. As meninas, sob a condução pianística do mestre Hely, cantaram com uma beleza digna e exuberante.

Aqui vão algumas fotos das Belas e da Fera.










 


 





segunda-feira, 17 de março de 2014

Gravamos a Sinfonia Cerrado, de Kavera...


Estivemos, ontem, no belíssimo Estúdio Acústico, onde gravamos a  parte coral da Sinfonia Cerrado, do compositor Fernando Kavera. Uma bela composição que será estreada, provavelmente, em julho. No momento oportuno, divulgaremos o concerto a todos. O que interessa, por enquanto, é saberem que nosso trabalho foi intenso, com um resultado acima das expectativas.


Palmas para a bela direção do Maestro Mark Lambert, além da parceria sempre boa com a Orquestra Musicoop, dirigida pelo valente e competente Jussan Fernandez.

Preparação para gravação no Estúdio Acústico (BH)


Conferindo a gravação


A turma da gravação: (E/D) Mônica, Clarisse, Cecília, Patrícia, Maria Célia, Márcio, Mariana Redd, Jennifer, Mark Lambert (maestro), Ana Valéria, Juninho, Gustavo (o grande), Joubert, Leandro, Gásparo, Ramos







quinta-feira, 13 de março de 2014

Quem me dá notícias deste coral?

Eu descobri, por acaso, que existiu, na década de 1960, um coral em Ouro Preto, que foi referência, sobretudo, na gravação de obras da Bossa Nova. Chamava-se CORAL DE OURO PRETO. Mesmo estando sempre naquela cidade, e conhecendo muita gente de lá, confesso que nunca ouvi falar deste trabalho.
O Dicionário Cravo Albin da MPB apresenta em um verbete: Conjunto vocal organizado no final da década de 1950, pelo maestro e arranjador Ubirajara Cabral na cidade mineira de Ouro Preto com a participação de 10 rapazes e 9 moças. Segundo nota do crítico Sylvio Tullio Cardoso em sua coluna "Nos discos populares" do Jornal O Globo, o coral foi descoberto por Ismael Corrêa na histórica cidade de Ouro Preto. O coral foi considerado um marco e divisor de águas na passagem para a bossa nova. Em 1961, o coral lançou pela Polydor o LP "Coral de Ouro Preto" (...). No ano seguinte, o coral assinou contrato com a gravadora Odeon e lançou seu segundo LP (...). No mesmo ano, também na Odeon, o coral participou do disco "Noel Rosa", homenagem ao "Poeta da Vila" por ocasião dos 25 anos de sua morte, (...). Em 1964, novamente pela Polydor, o coral lançou o LP "Coral de Ouro Preto Nº 2" (...). Ainda na década de 1960, o coral lançou pela Odeon o LP "Coral Ouro Preto - Com acompanhamento ritmico" e pela Polydor o LP "Coral Ouro Preto - à capela". Em 1972, participou do LP "Os papas da bossa nova", da Odeon, e que contou com as participações de João Gilberto, Silvinha Telles, Sergio Ricardo, Pery Ribeiro, Luis Bonfá, e Rosana Toledo, (...) que seria relançado dois anos depois, também pela Odeon com o título de "Bossa nova". Em 1982, no fascículo da coleção "História da Música Popular Brasileira - Série grandes compositores - Noel Rosa" lançado pela Abril Cultural, foi incluída a gravação do coral para o samba "Feitio de oração", de Noel Rosa e Vadico. (...). Em 2005, no CD duplo "Bis - Um barquinho e um violão" lançado pela EMI com gravações da bossa nova foi incluída a gravação do "Samba de uma nota só" na interpretação do coral. (http://www.dicionariompb.com.br/coral-ouro-preto/dados-artisticos)

As poucas gravações que consegui mostram um grupo muito bom, com um trabalho intenso e de excepcional qualidade. O que aconteceu? Quem me dá notícias desse coral?





segunda-feira, 10 de março de 2014

O concerto de ontem...


Nada melhor do que começar o ano cantando numa bela Igreja, e cantando música mineira. Um concerto especial, sem dúvidas!
A Basílica de Lourdes nos acolheu no dia de ontem (09/03), quando atendemos ao pedido do organista da Igreja, Antônio Olimpio, para abrirmos a programação cultural do ano cantando música mineira dos séculos XVIII e XIX. Foi um concerto lindo e cheio de energia. E há quem diga que a música antiga daqui das Minas não emociona. Tolos!!!
Palmas para as nossa solistas: Clarisse Girotto, Patrícia Cardoso Chaves e Indaiara Patrocínio.
Palmas para a nossa amiga pianista, que está sempre conosco: Patrícia Valadão.
Palmas pra esses nossos compositores de outros tempos, mulatos prendados: Lobo de Mesquita, Manoel Dias de Oliveira e João de Deus de Castro Lobo.
Palmas pro público especial que nos assistiu ontem, em especial para os vários Madrigalenhos do passado que lá estavam.
E palmas para o Madrigale, que está de volta!!!

Foto: Fred Aflalo